Blog de uma pessoa que está sendo levada à loucura.
Quando eu tinha 15 anos, minha irmã fugiu de casa, meu pai e meu irmão se isolaram e minha mãe entrou em depressão profunda e quase morre. Desde esse dia, minha vida se tornou um caos e eu luto dia à dia pra não entrar em conflito com a minha mãe, por mais razão que eu tenha e nem deixá-la mais triste.
Segunda-feira, Junho 30, 2003
Sábado, Junho 28, 2003
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Neurose
Passei 7 anos da minha vida estudando num colégio que eu odiava. Disposta a sair de lá de qualquer jeito, "esqueci" de avisar à minha mãe que o colégio estava fazendo o seguro-matrícula. Quando ela me perguntou sobre o seguro, respondi apenas que já havia passado. Ela ainda tentou ir lá no colégio, ver se dava algum jeito, mas nada poderia ser feito, visto que até o seguro-matrícula para alunos novatos já havia terminado e só me restava ficar na lista de reserva. Por essa razão, fui terminar o 1º grau maior num outro colégio, que minha mãe só queria que eu fosse pra lá a partir do 2º grau. Ela era contra eu ir pra esse colégio ainda na 8ª série.
Seis meses depois que eu estava nesse colégio, ocorreu o incidente da minha irmã. Tudo e qualquer coisa que eu fizesse, a culpa era do colégio. Incrível, né? Mas é verdade. Lembro que uma vez, comendo pão francês de uma rede de supermercados que eu não gosto (do pão, não da rede), tasquei muita margarina pra não sentir o gosto do pão. Minha mãe viu e começou:
- Você está mudando!!! Você não era assim... Está colocando as unhinhas de fora, não é? Você não viu o que sua irmã fez comigo? Você acha pouco? Você está recebendo conselhos imprestáveis! Se você ainda tivesse no outro colégio, você não estaria assim! Se eu soubesse, não mudava você de colégio.
Detalhes: sempre disse à minha mãe que eu não gostava do pão francês dessa rede de supermercados; sempre que era obrigada a comer alguma coisa que eu não gostava, eu tascava muita margarina, queijo, presunto ou qualquer outra coisa que pudesse tirar o gosto daquilo que estava a comer, até mesmo quando ainda estava no antigo colégio; o colégio que eu estava estudando vivia chamando os pais dos alunos pra conversar, coisa que o antigo nunca fez e minha mãe achava muito interessante isso (antes da minha irmã fugir, claro).
A que conclusão chegamos? Minha mãe ficou tão neurótica que passou a culpar o novo colégio por tudo o que eu sempre fiz. Até mesmo o excesso de margarina. Pode? Nem sei como sobrevivi...
postado por: Claudia Draper 3:52 PM
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Sexta-feira, Junho 27, 2003
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Protocolo
Hoje fiquei sabendo que o meu contrato e o de outros prestadores de serviço, só foi renovado até o final do ano. O correto seria até o ano que vem. Mas o grandão da corporação onde trabalho acha que a gente não está fazendo nada e disse que se não colocarmos pra funcionar um sistema de protocolo do Estado pra funcionar até o final do ano, o contrato não será renovado. O processo parece simples, não? "Põe o sistema pra funcionar!" - você me diria. Claro! Simples! A gente põe o sistema pra funcionar e salvaremos os nossos trabalhos!
Vamos aos fatos:
1) o setor tem 3 máquinas, mas só duas estão na rede;
2) têm 10 pessoas no setor, pra usarem as máquinas acima;
3) não existe verba suficiente para a compra de mais máquinas;
4) não existe espaço suficiente para colocar as máquinas, caso exista a verba;
5) a máquina fora da rede não tem placa de rede e ainda assim não existe cabo extra pra ligar a máquina, caso encontre uma placa pra máquina;
6) são abertos neste setor de protocolo, cerca de 450 processos por dia;
7) o horário de funcionamento do setor é de 7h-14h, sendo que de 12 as 13h, todos estão almoçando.
Agora vamos à matemática pura e simples usando como base os dados acima.
a) 6 horas de trabalho equivalem a 360 minutos;
b) dividindo-se o número de processos pelo número de máquinas na rede, temos 225 processos por máquina;
c) dividindo-se a quantidade de minutos de trabalho, pelo número de processos, temos 360/225 = 1,6 minuto
d) o tempo médio que uma pessoa, com habilidade no sistema, gasta pra cadastrar um processo é de 3 minutos
Conclusão: o usuário lá do trabalho deverá trabalhar mais rápido que um usuário com habilidade e não terá direito a parar um segundo se quer pra conversar, beber água, tomar cafezinho e nem fazer xixi.
Ele vai conseguir? Claro que não!
Quem dança? Eu e os outros prestadores de serviço
E quem mais? Todos os outros usuários de sistemas já implantados pela nossa equipe
Sabe por que? Porque o imbecil do chefe da corporação onde trabalho acha que quando a gente implanta um sistema, não precisa fazer mais nada! Ele não sabe o que é manutenção, ajuste, novas necessidades do usuário...
Lindo, não?
postado por: Claudia Draper 2:56 PM
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Quinta-feira, Junho 26, 2003
Quarta-feira, Junho 25, 2003
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Chefes... Quem os entende?
Tem coisa pior no mundo que chefe que não sabe o que quer?? O meu chega pra mim e diz: "faça um ofício assim, assim, assado". Eu vou e faço exatamente como ele pediu. "Assim, assim, assado". Quando dou à ele pra ele assinar, ele diz: "não tá muito bom. Faça assado, assim, assim". Eu mudo novamente e mostro à ele. Ele manda eu mudar mais uma vez. Na 5ª mudança, me dou conta que ele voltou pra primeira versão do documento. Manda quem pode, obedece quem (ainda) tem juízo.
Enquanto isso, meu cliente me espera...
postado por: Claudia Draper 7:43 AM
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Terça-feira, Junho 24, 2003
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